Vírus é uma partícula, basicamente protéica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios e isto significa que eles reproduzem-se somente pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular...

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Esofagite herpética.

A esofagite herpética é uma doença frequentemente descrita em indivíduos infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), sendo raros os casos documentados em indivíduos imunocompetentes. A apresentação clínica não é específica, caracterizando-se por dor retroesternal, odinofagia e febre. Os indivíduos do sexo masculino são mais frequentemente afectados, e a maioria dos casos apresenta-se como primo-infecção. O diagnóstico definitivo depende da realização de endoscopia com biopsias, para estudo histológico e cultural.
O seu curso é habitualmente benigno; no entanto, o tratamento com aciclovir acelera a resolução sintomática e limita a gravidade da infecção.
A esofagite pelo Vírus Herpes simplex (VHS) é uma infecção oportunista frequentemente descrita em indivíduos com depressão do sistema imunológico, em especial nos doentes com infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), traduzindo provavelmente uma reactivação da infecção durante o estádio de imunossupressão, embora também possa ocorrer infecção primária.
São raros os casos descritos na literatura de esofagite herpética em indivíduos imunocompetentes, apesar da elevada prevalência da infecção na população geral.
Trata-se normalmente de uma situação autolimitada, que parece ser a tradução clínica de uma infecção primária.
Embora a esofagite herpética seja rara nos indivíduos imunocompetentes, deve ser colocada como hipótese diagnóstica quando se desenvolve um quadro clínico agudo caracterizado por odinofagia e dor retroesternal, sem outras causas óbvias, e que endoscopicamente apresenta úlceras no esófago médio-distal.
A maioria dos casos deve-se ao VHS tipo I e constitui uma manifesta não de primo-infecção. O diagnóstico feito com o recurso à endoscopia digestiva alta, com biopsias dos bordos das úlceras. O tratamento é de suporte, embora o uso de aciclovir encurte a dura�não da doença e provoque alívio sintomático precoce.
Por fim, de salientar a necessidade de uma investigação do estado imunológico do doente, uma vez que é uma infecção mais frequente nos indivíduos imunodeprimidos, podendo constituir a primeira manifestação de infecção por VIH ou doença que motive imunodepressão.

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